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Brasil
Publicada em 12/06/18 às 07:51h - 383 visualizações
Policial militar teve corpo mutilado por traficantes antes de ser morto

TV Pombal - Bahia


 (Foto: TV Pombal - Bahia)

Coração do PM foi encontrado a mais de um km do corpo; na sexta ele esteve no enterro de outro PM.

"O que fizeram com ele não se faz nem com um gado de abate". A frase é de um amigo do policial militar Gustavo Gonzaga da Silva, 44 anos, assassinado na madrugada da última sexta-feira (8) por traficantes no bairro da Santa Cruz, em Salvador.

Gonzaga estava voltando para casa depois do trabalho e dava carona para um amigo de infância, identificado como 'Jai', quando foi abordado por três traficantes. Os autores do crime foram identificados como Choquito, Keka e Leno.

O PM foi torturado e teve o corpo mutilado antes de ser morto pelos criminosos. Gonzaga ainda recebeu vários tiros na cabeça. "Eu nunca vi isso. Tem gente que tá há mais de 30 anos na polícia e nunca viu alguém ser morto dessa forma", diz um colega do policial.

Os autores do crime chegaram a arrancar o coração da vítima e deixaram o órgão na região do Nordeste de Amaralina, em uma localidade conhecida como Boqueirão, a mais de 1 km onde Gonzaga foi morto.

'Jai', que estava com Gonzaga, teria fugido no momento do crime e ainda não apareceu para prestar depoimento. "Era uma grande amigo dele, a família toda conhece. Ele que tava junto. Ele tem que falar", diz um familiar do policial.

"O cara sumiu. Abriu um buraco no chão e desapareceu", reclama um amigo da vítima, que não aponta Jai como participante do crime, mas quer que ele preste depoimento. "Está tudo muito estranho". Mesmo questionando o sumiço, amigos e policiais militares ouvidos pelo CORREIO acreditam que Jai não participou do crime.

Na manhã de sábado (9), a polícia matou um suspeito de participar do assassinato do PM. Identificado como 'Budigo', foi encontrado na Rua dos Posseiros com revólver, munições e drogas e atirou contra a polícia. Em seguida, teria ocorrido uma troca de tiros, ele acabou atingido e não resistiu.

Mortes

Muito abalada, Kelly, de 23 anos, a filha mais velha de Gonzaga, se limitou a dizer que o pai era "um bom policial". A irmã de 15 anos está em choque.

Gonzaga foi o segundo policial morto em pouco mais de 24 horas em Salvador. O também cabo da PM José Luiz da Hora, 51 anos, foi morto na noite da última quinta-feira (7) no Subúrbio Ferroviário. No final da tarde da última sexta, Gonzaga compareceu ao enterro do colega, no cemitério Bosque da Paz.

O tenente-coronel Moreno, comandante do Batalhão de Polícia de Guarda da Polícia Militar (BG), esteve ao lado dele no enterro na sexta, muito emocionado, e neste domingo disse que estava de luto pela morte dos dois policiais.

"O policial militar jura defender a sociedade colocando em risco a própria vida. Temos que manter serenidade, ficar tristes e enlutados. O que esperar? Foi uma barbaridade, uma execução que nem nos tempos medievais acontecia".

"Já virou rotina. A gente nem pensa nisso senão não sai de casa, não vive. Mas cada colega que tem a vida ceifada é como se tirassem um membro do nosso corpo", diz um PM amigo da vítima.

Fonte: Acorda Cidade

Com informações: Correio




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